Como o brasileiro vem consumindo esportes durante a pandemia


Talvez você ainda não tenha percebido, mas seu sofá virou arquibancada nos últimos meses e sua televisão tornou-se uma aliada fundamental para conseguir acompanhar seu esporte ou time de coração. Enquanto sua própria casa virou local de final de campeonato desde março de 2020.


É sabido que a pandemia de Covid-19 mudou muitos comportamentos e hábitos da população, e o mesmo aconteceu quando falamos do público que acompanha esportes fervorosamente. No primeiro momento, o coronavírus não só afastou os torcedores dos encontros recorrentes, mas também tirou os atletas das quadras e campos. O mundo dos esportes, literalmente, ficou paralidado por algumas semanas.


Mesmo quando houve a retomada dos esportes, o ambiente não era mais o mesmo. Os torcedores não faziam mais parte das arquibancadas e os jogadores tiveram que aprender a fazer o que sempre fazem, mas sob o completo silêncio. Contar com o incentivo da plateia não era mais uma opção - uma vez que o mundo estava diante de protocolos de controle para impedir a transmissão do vírus.


Do sofá de casa, os torcedores puderam manter o seu bem estar e matar um pouco da saudade de seus esportes favoritos. Não à toa, a TNT Sports registrou a maior audiência dos canais fechados em 30 anos, marcando 20 pontos no IBOPE, no final da Uefa Champions League, em setembro de 2020, quando os times Bayern de Munique e PSG se enfrentaram.


Além do futebol, outros esportes passaram a ser acompanhados em larga escala pelos brasileiros. Basquete, tênis e voleibol, por exemplo, atraíram a atenção dos fãs de esportes no dia-a-dia. O basquete, inclusive, aumentou sua popularidade em 42%. Os times Miami Heat e Los Angeles Lakers foram os mais buscados pelos brasileiros no google quando chegaram na final da NBA - liga de basquete americana.


Novo mercado representa ganho social


O brasileiro foi tachado durante muitos anos como amante e país do futebol, mas não só desses atletas o Brasil é feito. Outros ídolos marcaram a história e foram responsáveis pelo grande interesse do público em suas respectivas atividades.


Desde Ayrton Senna, passando por César Cielo, Guga, Anderson Silva e chegando em Ítalo Ferreira e Rebeca Andrade (medalhistas olímpicos em Tóquio-2020), os atletas brasileiros conseguem mostrar seus talentos e fazer com que o público os prestigie nas plateias.


Os streamings também são peças importantes no aumento do interesse da população nos esportes,além do futebol. Se na década de 80 e 90 a TV era fundamental para um atleta se consolidar como herói nacional, agora, a internet faz esse papel e as plataformas de transmissão permitem a proximidade entre torcedores e esportistas profissionais .


A economia do Brasil também acaba se beneficiando do interesse populacional em esportes. Com grandes nomes, marcas licenciadas podem realizar vendas de produtos, serviços e outros benefícios para os torcedores que sonham em ter alguma conexão com seus ídolos.


É muito comum encontrarmos materiais esportivos, como tênis, bonés e roupas de times/clubes nas grandes cidades do Brasil. Fazendo com que o marketing esportivo também apareça cada vez mais e se torne cada vez mais essencial para times e empresas.


Interesse pelo futebol se torna mais crítico


Além das mudanças e do interesse por outras modalidades esportivas, o brasileiro também passou a ter interesse mais amplo em relação ao futebol. Facilmente é encontrado debates do esporte no qual os torcedores falam termos como: amplitude, marcação pressão, entre outros.


A mudança acontece por conta da maior opção de programas esportivos à disposição dos brasileiros. Recentemente, uma movimentação realizada por jornalistas adicionou o YouTube como um grande player nos programas esportivos e jornalísticos no país.


Case SuperBowl - Bengals x Rams


Outro case de sucesso é o futebol americano. O esporte chegou ao Brasil em 1969, ainda pela TV Tupi, e desde então vem sendo destaque ano após ano na grade de programação dos canais esportivos.


Nesta temporada, a RedeTV adquiriu os direitos de transmissão e dividiu o grande espetáculo com a ESPN. Durante a grande noite do futebol americano, a empresa dos canais Disney registrou pico de audiência entre os canais pagos com 1,5 ponto de média e pico de 2 pontos.


A ESPN também divulgou um estudo às vésperas do SuperBowl que indicou um crescimento do interesse do público brasileiro no esporte. Houve um aumento, segundo estudo do canal, de 20% de audiência em relação a temporada de 2020 - ao todo, a empresa aponta que mais de 2.6 milhões de brasileiros se conectaram ao canal para acompanhar o esporte.


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