Atleta Profissional: uma realidade para poucos




Hoje, 10 de fevereiro, é comemorado o dia do atleta profissional. Embora alguns atletas não tenham o reconhecimento e valorização que merecem, o Brasil é lar de inúmeras pessoas que carregam esse título e que, muito bravamente, levaram o nome de nosso país aos holofotes, tais como: César Cielo, Gustavo Kuerten e Isaquias Queiroz.


O esporte foi reconhecido como profissão em 24 de março de 1998. A partir do decreto de Lei nº 9.615, qualquer pessoa pode fazer do esporte uma profissão, inclusive, seguir carreira. Após a assinatura da lei, ficou estabelecido que os atletas teriam direitos e que as entidades esportivas - seja privada ou confederações - teriam que realizar um contrato formal de trabalho com cada atleta.


No país, apesar do brilho de alguns atletas que chegam aos lugares mais altos de suas modalidades esportivas, o apoio para a profissão atleta ainda é baixo. Poucos recebem valor governamental ou possuem patrocínios para arcar com suas despesas. Isso faz com que muitos esportistas deixem de focar 100% em seus treinos pois precisam complementar suas rendas com outras atividades, seja com trabalhos temporários ou de meio período.


Nos últimos jogos olímpicos disputados em Tóquio, em 2021, o Brasil levou a maior delegação da história da competição. Dentro desse cenário, foram 236 atletas para as disputas das competições e 226 receberam ajuda do governo pelo programa Bolsa Atleta. O dado mostra a necessidade que os atletas, mesmo de alto nível, têm de apoio financeiro.

Começo dos esportes marcou novos tempos

As diversas modalidades esportivas foram nascendo de acordo com a evolução humana, mas o esporte sempre esteve presente. A primeira edição dos Jogos Olímpicos, por exemplo, é datada do século VIII a.C. A competição era disputada na cidade de Olímpia - por conta disso os jogos recebem, hoje, o nome de Jogos Olímpicos.


Naquela época, os atletas ainda não recebiam um valor de premiação por suas contribuições e participações. A coroação era realizada com um ramo de folhas sob a cabeça de cada um - atualmente, os atletas recebem flores junto com as medalhas como forma de manter a tradição.


Barão de Coubertin desenvolve os jogos modernos

Os jogos seguiram e, naquela época, era comum que fossem disputados apenas por superatletas, uma vez que os esportes não eram como conhecemos hoje e exigiam muita força de quem os praticava, por isso, menos pessoas. Embora pouco praticado, os esportes eram vistos como forma de ajudar na formação de uma sociedade melhor e um trunfo para a educação das pessoas.


O francês Pierre de Coubertin era um desses que acreditava no poder dos esportes como um ativo valioso para a sociedade. Ele tinha paixão pelas competições e atuava como secretário geral da União das Sociedades Esportivas e Atlética Francesa (USFSA).


Conhecido como Barão de Coubertin, ele revolucionou o esporte quando criou o COI (Comitê Olímpico Internacional), em 23/06/1894, com o objetivo de resgatar as ideias gregas e desenvolver uma competição única que englobasse diferentes tipos de esportes e atletas.


Assim surgiu os Jogos Olímpicos da Era Moderna. A primeira edição aconteceu em 1896, na cidade de Atenas, na Grécia. O evento contou com a participação de 241 atletas, de 14 países. Ao todo, aconteceram oito competições: atletismo, ciclismo, esgrima, ginástica, halterofilismo, luta, natação e tênis.

Simbologia dos jogos olímpicos

Desde sua criação, os Jogos mantêm a tradição dos famosos arcos interligados. A ideia de Coubertin era retratar os cinco continentes em união, seguindo o princípio dos jogos e o respeito proveniente dos esportes.As cores foram definidas seguindo as bandeiras dos países que eram membros do COI.


Outra simbologia dos jogos é a Tocha Olímpica. O instrumento sai da Grécia antes de cada ciclo olímpico e atravessa o mundo, finalizando sua jornada no local onde serão disputados os jogos. A chama da tocha permanece acesa independentemente do ambiente em que está, sendo sempre transportada de maneira especial.

Realidade dos esportes no Brasil

No Brasil, ser um atleta profissional é um sonho de muitas crianças. O país carrega uma história nos esportes - o futebol é a chama mais forte, porém, outras modalidades como vôlei, tênis, natação e atletismo também estão no radar das crianças graças aos seus ídolos olímpicos.


Porém, a realidade é cruel. Segundo estudo da Business Insider UK, apenas 1,5% dos jogadores conseguem atingir o patamar de jogador profissional de futebol.


Para atingir essa realidade, o atleta precisa ter em mente que o treinamento é fundamental. Estudos apontam que para atingir um bom nível, é necessário trabalhar cerca de 5.000 ou 6.000 horas ao longo da formação.

Resultados dos atletas brasileiros

Com a dificuldade social e de investimento, os atletas brasileiros podem ser considerados heróis ao atingir o olimpo dos grandes torneios. O país do futebol, que é cinco vezes campeão da Copa do Mundo e já soma duas conquistas de medalhas de ouro em Olimpíadas, também é o país de outros esportes.


O Brasil já conquistou 143 medalhas olímpicas ao longo de 23 edições dos Jogos Olímpicos. Foram 37 medalhas de ouro, 42 de prata e 71 de bronze.


A primeira foi conquistada nos Jogos Olímpicos de 1920, com Afrânio Antônio da Costa. O atleta conquistou a medalha de prata na prova de pistola livre individual. Na mesma edição, o Brasil conquistou o ouro com Guilherme Paraense, na prova de tiro esportivo (pistola rápida 25m) e o bronze com a equipe formada por Guilherme Paraense, Afrânio da Costa, Dario Barbosa, Fernando Soledade e Sebastião Wolf, no tiro esportivo (pistola livre 50m por equipe).


Na última edição dos Jogos, a comitiva brasileira teve grande resultado e retornou ao país com 21 medalhas: sete de ouro, seis de prata e oito de bronze.

Confira abaixo a lista de cada premiação:


  • Ouro: Ítalo Ferreira (surfe), Rebeca Andrade (ginástica), Martine Grael e Kahena Kunze (vela), Ana Marcela Cunha (natação), Isaquias Queiroz (canoagem), Hebert Conceição (boxe) e Seleção Brasileira de Futebol Masculino: Aderbar Santos, Brenno Fraga, Lucão Galdino, Daniel Alves, Guilherme Arana, Abner Vinícius, Gabriel Menino, Gabriel Martinelli, Ricardo Graça, Nino Mota, Diego Carlos, Bruno Fuchs, Douglas Luiz, Bruno Guimarães, Matheus Henrique, Claudinho Leonel, Reinier Jesus, Malcom Filipe, Matheus Cunha, Antony Matheus, Paulinho Sampaio, Richarlison Andrade;

  • Prata: Kelvin Hoefler (skate), Rayssa Leal (skate), Rebeca Andrade (ginástica), Pedro Barros (skate), Beatriz Ferreira (voleibol), Seleção Brasileira de Vôlei Feminino: Macris Carneiro, Roberta Ratzke, Rosamaria Montibeller, Ana Cristina de Souza, Gabi Guimarães, Natália Pereira, Fernanda Garay, Carol Silva, Carol Gattaz, Bia Correa, Camila Brait;

  • Bronze: Daniel Cargnin (judô), Mayra Aguiar (judô), Fernando Scheffer (natação), Laura Pigossi e Luisa Stefani (tênis), Bruno Fratus (natação), Alison dos Santos (atletismo), Abner Teixeira (boxe) e Thiago Braz (atletismo).

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